quinta-feira, 2 de maio de 2013

PREOCUPADO COM A CRISE? REORGANIZE SUAS FINANÇAS!


            Com todas as notícias presente nos jornais brasileiros e de todo o mundo é natural que cada um de nós se pergunte: Como me preparar para enfrentar possíveis dificuldades?
            Uma maneira bem simples é reorganizar as finanças familiares e pessoais.  Recomendo dividir os gastos estabelecendo prioridades:
            1 - Essenciais - O primeiro grupo é o mais importante, pois contempla Alimentação e Remédios. Nesse ponto, deve-se relacionar os gastos essenciais com remédios de uso contínuo e alimentação. Porém é preciso retirar tudo o que é supérfluo. Não vale considerar chocolate belga ou patê importado como gastos essenciais. É o arroz e feijão, a fruta e o leite.
            2 - Básicos - vem em seguida, inclui os gastos com a manutenção da casa: conta de luz, de água, IPTU, escola, plano de saúde. Aqui também é preciso estar atento aos desperdícios que em tempos normais não prestamos muita atenção. Luzes acesas, aparelhos ligados, torneiras abertas, etc.
            3 - Contornáveis - é tudo aquilo que faz a vida melhor, mas que pode ser cortado. Alguns exemplos: TV a cabo, banda larga, academia ou até mesmo carro. É importante verificar que esse item varia muito. Ter assinatura de banda larga é essencial para quem trabalha em casa, por exemplo, mas se o objetivo da internet rápida é apenas atualizar o bate-papo em sites de relacionamentos, a facilidade é perfeitamente dispensável, certo? O carro também é outro item polêmico. Para uma pessoa com dificuldades de locomoção ele poderia ser classificado de básico. Pode também ser muito necessário para quem irá utilizá-lo para aumentar a renda. Mas se ele for apenas um item de comodidade, é necessário comparar os gastos com o que o veículo proporciona em termos de rendimento.
            4- Desnecessários - muitas vezes a pessoa tem despesas que nem entende por que está pagando. Algumas pessoas, por exemplo, pagam por serviços como transferência de chamada na linha telefônica e nunca usam. Contratam porque pensam que é barato, mas, ao longo dos meses, a soma daquela despesa poderia cobrir a compra de pães para o café da manhã todos os dias. Outro exemplo de despesa não só inútil como um complicador de gastos, é ter cinco cartões de crédito: um basta. Assinatura de revista de fofoca é desnecessário, bem como ser sócio em dois ou três clubes que, na maioria das vezes, nem se frequenta.
            Fazer esta avaliação dá trabalho, porque implica uma grande dose de autoconhecimento, porém tenha certeza que vale a pena.
            Investimento - não se pode esquecer de investir o dinheiro que possivelmente sobre ou que seja economizado dos itens contornáveis e desnecessários. Investimentos em poupança e fundos DI podem formar uma boa reserva para o futuro e fazer com que as próximas crises não assustem tanto.
            Pense nisso.
Sivaldo Dal-Ry 
Consultor Empresarial em Finanças, Custos e Educação Financeira
dalryconsultor@gmaill.com
Londrina – PR

quarta-feira, 24 de abril de 2013

FORMAÇÃO DE PREÇOS, PONTOS A CONSIDERAR


Para que o preço obtenha resultados satisfatórios no curto, médio e longo prazo, alguns pontos devem ser observados. É importante lembrar que a definição do preço de venda tem efeitos para a empresa não apenas no curto prazo. No longo prazo, ele trará consequências de alguma forma.
Os pontos a observar na formação de preços são os seguintes:
Rateio dos custos comuns entre produtos e serviços: Esta é uma tarefa mais difícil de executar porque qualquer critério de rateio escolhido implica algum grau de subjetividade e, consequentemente, desvios. 
Variação no volume de produção: Diversos custos são conhecidos pelo seu valor total e depois divididos pelo volume de produção ou operação para se chegar ao custo unitário, essa variação implica em incertezas no decorrer do período analisado, ou seja, somente após conhecer-se o real volume produzido pode-se chegar ao custo unitário. 
Impostos:  Empresas incluídas no Super Simples, a alíquota de tributação em cada mês depende do faturamento nos doze meses anteriores. Assim, para estimar adequadamente a alíquota média de tributação ao longo de um ano, é necessário trabalhar com um período de vendas de vinte e quatro meses, sendo doze realizados e doze projetados. O resultado a ser estimado dependerá, entre outros fatores, do próprio preço que está sendo calculado, o que gera alguma circularidade no cálculo do preço. Empresas enquadradas no Lucro Real tem o Imposto de Renda e Contribuição Social que incidem sobre o resultado da empresa. Estes exemplos indicam que a formação de preço não é processo de cálculo exato, mas sim estimado. Ainda devemos considerar modificações legais no decorrer do período, como desoneração de Folha de Pagamento, Substituição Tributária, e outras modificações tão comuns em nosso país.
Custos variáveis não padronizados: Nas empresas fabris de produção em série, normalmente, os custos variáveis são bem padronizados. Por exemplo, na fabricação de um modelo de mesa, o custo da madeira usada pode ser calculado de forma bastante precisa. Nas empresas que trabalham com projetos individualizados essa padronização é bastante complexa e exige um acompanhamento de custo variável bem detalhado. Temos ainda o caso de empresas que aceitam vários tipos de cartões de débito, crédito, boletos, cada um deles com custos e taxas diferentes. Por isso, para definir o percentual de custo desse tipo de venda em relação ao total, é necessário que se estime a parcela de venda recebida para cada modalidade. Será preciso usar a série histórica de dados e ajustá-la a eventuais tendências futuras para poder projetar o percentual médio desse tipo de custo variável em relação às vendas e, consequentemente, seu peso na formação do preço.
Custos de oportunidade: Os denominados “custos não caixa” precisam ser incluídos e, além disso, serem computados corretamente. Depreciação de equipamentos, Custo financeiro dos Estoques, remuneração dos dirigentes, Não podemos deixar de considerar também o custo oportunidade mais significativo que é o custo do capital investido. 
O processo de formação de preços não pode transformar a empresa numa repassadora de custos. Deve, antes de tudo, ser objeto de análise que eventualmente poderá mostrar que a empresa não tem competitividade para oferecer aquele produto ou serviço e oriente os gestores a rever a validade de mantê-lo dentro do mix de produtos/serviços da empresa.
            Naturalmente estes não são todos os pontos a considerar no processo de formação de preços da empresa, mas, todos eles são de grande importância e devem ser analisados constantemente.
            Reveja seu processo, analise as margens de contribuição de seus produtos/serviços, ajuste o foco de sua empresa e bons lucros.
Sivaldo Dal-Ry
Consultor Empresarial em Custos e Finanças
43 9109-5345 / 9805-2817
Londrina PR

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

COMO EVITAR QUE SUA EMPRESA “QUEBRE”!


Uma empresa “quebra” quando já não consegue mais pagar as contas e entrou na fase de selecionar fornecedores para ver quem vai receber primeiro. A realidade é que se você não sabe o dia em que sua empresa não vai conseguir irremediavelmente honrar os compromissos é porque está faltando alguma coisa.
É verdade que nada dura para sempre e assim como todos nós teremos um fim, a empresa, assim como todo o nosso planeta e até o universo chegará ao fim um dia. A vantagem das empresas é que, quando organizadas,  tem cada etapa de seus processos registrada e isso possibilita enxergar o futuro próximo do empreendimento.
Descobrindo o dia “D”
O que você faria se soubesse até que dia sua empresa existirá? O que você faria ? É claro que de posse dessa informação tomaria imediatamente medidas corretivas a fim de mudar a causalidade e ganhar tempo.Acontece que você, sendo um bom gestor, tem as informações da sua empresa e, se pensar nela como um organismo vivo, pode prolongar sua vida ou acumular recursos para modificar suas metas e processos se mudanças globais inviabilizarem o negócio como é hoje.
Caso você não tenha percebido é o fluxo de caixa a ferramenta capaz de mostrar o dia “D”, - definitivo - de sua empresa. Lá no fluxo de caixa você deve ter cadastrado todos os seus custos e suas receitas. Projete o fluxo de caixa para um tempo futuro onde você não tenha mais receitas. E aí descubra quanto tempo duraria seu capital de giro se as receitas desaparecerem. Esse é o tempo de vida do seu negócio e com a elaboração de um fluxo de caixa projetado você sabe quando consumirá o último recurso.
Identifiquei o dia...  e agora?
Com essa importante informação sua meta será prolongar o tempo de vida da empresa. Você deve fazer isso criando novas fontes de receitas, seja através de promoções, datas comemorativas, investimentos, criação de novos produtos e serviços, pensando à frente dos concorrentes e buscando sempre uma nova idéia para vender mais…
Agora, se você já está devendo para todo mundo e ainda nem pensou em como fazer para mudar a situação, já esgotou todas as suas idéias de marketing e utilizou todos os seus limites de crédito, você corre o risco de perder tempo tentando salvar uma empresa que já ultrapassou o seu dia “D” e deveria ter sido liquidada ou vendida.
Portanto controle suas receitas atuais e futuras, suas despesas e investimentos, elabore o Fluxo de Caixa e boa gestão.

Sivaldo Dal-Ry
Consultor Empresarial em Custos e Finanças
43 9109-5345 / 9805-2817
Londrina PR

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

5 INDICADORES QUE MONITORAM SUAS FINANÇAS


Muitas vezes ao longo de nossa atividade como Consultor Empresarial fomos chamados por empresários preocupados com as finanças de sua empresa, pois, segundo eles, “está faltando dinheiro e é preciso arrumar as finanças”. A primeira questão que levantamos é de que, nem sempre, falta de dinheiro é um problema das finanças na empresa, as causas podem ser diversas e, na maioria das vezes, é um conjunto de problemas não identificados claramente. Elencamos cinco itens que auxiliam no monitoramento das finanças de sua empresa.
1.      Vendas estagnadas ou em queda.
Avaliando as vendas de um ano para o outro verificamos que houve uma estagnação ou mesmo queda e, neste aspecto, é preciso considerar o quesito quantidade e valor, pois, eventuais alterações de preço podem mascarar essa questão. Identificada essa questão é preciso avaliar se isso acontece em todo o seu setor ou é característica apenas da sua empresa. Outro aspecto a considerar é o ciclo de vida do seu produto, eventualmente ele atingiu sua maturidade e começa a declinar.
2.      Estoques inadequados.
Estoque é dinheiro e só traz benefícios para a empresa se girar. É indispensável que seja efetuada a identificação de um estoque máximo e mínimo, de acordo com a especificidade de cada produto, pois, a falta de produtos ocasiona perda de vendas e excesso compromete as finanças.
3.      Falta de capital de giro e endividamento.
Na grande maioria das pequenas e médias empresas é grande a dificuldade em efetuar o cálculo do capital de giro. O capital de giro é indispensável para suprir o caixa da empresa durante o espaço de tempo entre pagar os fornecedores e receber dos clientes, e infelizmente muitos tem dificuldade em realizar esse planejamento, o que leva a recorrer a empréstimos de curto prazo como o cheque especial, antecipação contínua de recebíveis, que tem juros mais altos. Embora varie de acordo com o setor de atuação da empresa o endividamento saudável para a empresa não deve ultrapassar 60% de sua receita média.
4.      Aumento na inadimplência.
Os atrasos no recebimento de clientes devem ser considerados e calculados no capital de giro. Se o mercado e a concorrência tornarem isso possível, para tentar reverter os prejuízos é interessante acrescentar de 1% a 2% na formação do preço de venda como previsão para inadimplência. Outra questão é que, a grande maioria das empresas não possui uma Política de Concessão de Crédito e de Cobrança definida. Lembramos que a boa cobrança começa em uma boa concessão de crédito.
5.      Quedas na produtividade e na rentabilidade.
Neste aspecto a primeira questão é a implantação desses índices. Poucas pequenas e médias empresas fazem este acompanhamento Não existe um percentual fixo esperado de rentabilidade em uma empresa, mas, alguns parâmetros devem ser observados. Um comparativo é o custo de oportunidade, ou seja, o retorno na empresa deve ser maior do que a poupança, no mínimo. Do contrário, é mais vantajoso aplicar esse dinheiro do que ter o trabalho de gerenciar uma empresa. É preciso também ter em mente que quanto maior o risco, maior deve ser o retorno.

Naturalmente estes não são os únicos indicadores possíveis de se monitorar, mas, através deles é possível identificar e corrigir os rumos da empresa antes da ampliação das dificuldades.
Comece ou aprimore o cálculo de seus indicadores, preste atenção e ganhe tempo para reverter a situação a seu favor.

Sivaldo Dal-Ry
Consultor Empresarial em Finanças e Custos
Londrina - PR

Preço de Venda na Indústria


Uma dúvida constante do empresário, principalmente na indústria é: será que podemos calcular nosso preço de venda apenas a partir de nossos custos internos? Com certeza, a resposta a essa pergunta é não, mas, sempre fica um certo desconforto. Com a facilidade dos nossos clientes pesquisarem preços e comparando qualidade, tanto dos produtos quanto do atendimento, essa definição está cada dia mais ligada ao preço de mercado. Ainda assim, é indispensável estabelecermos os preços calculados através dos custos, mas, é preciso ter a consciência de que esse cálculo servirá como um referencial para comparação com o mercado. Com essa constatação a apuração dos custos deve ser a mais técnica possível e nos dará um parâmetro para avaliarmos se nossa estrutura de custos nos permite ser competitivos e, até definir, se estamos aptos a atuar nesse segmento.
            Para definirmos o preço de venda de produtos industrializados necessitamos conhecer os custos de produção e as despesas da empresa. Para tanto, vamos identificar e esclarecer alguns termos utilizados.
            Custo: é todo o esforço – gasto – realizado para se chegar ao produto final. Por exemplo: gastos com matérias-primas, embalagens, mão-de-obra direta e materiais de consumo utilizados no processo produtivo.
            Custos diretos: são aqueles que podem ser diretamente apropriados aos produtos e que possuem medida clara e objetiva. Seus valores e quantidades em relação ao produto são facilmente identificados. Por exemplo: matérias-primas e embalagens.
            Custos indiretos: são aqueles que não se identificam com os produtos, portanto, não oferecem condição de medida clara e objetiva em relação ao produto e necessitam de critérios de rateios para serem alocados aos produtos. Por exemplo: salários de supervisores, lubrificantes, EPIs, entre outros.
            Despesa: é todo o gasto realizado para o funcionamento da empresa, independente da produção. Por exemplo: despesas administrativas – salários administrativos, aluguel, luz, água, telefone, contador, pró-labore, etc. –, despesas comerciais – impostos sobre vendas, salários comerciais, comissões, publicidade, etc.
            Custos/despesas variáveis: são aquelas que variam proporcionalmente ao volume de produção ou vendas. Por exemplo: matérias-primas, impostos sobre vendas, comissões, etc.
Custos/despesas fixas: são aqueles que independem do volume de produção ou vendas. Por exemplo: salários administrativos, aluguel, contador, pró-labore, etc.
            Lucro desejável: o lucro representa a remuneração do capital investido na empresa. Normalmente, é calculado com percentual superior às aplicações financeiras disponíveis no mercado de baixo risco. Assim, como todo negócio envolve riscos, deve-se esperar uma taxa de retorno maior. Para o cálculo do preço de venda através de fórmulas, esse percentual sobre o investimento é convertido em um percentual sobre o faturamento.
            Margem de contribuição: significa o valor ou percentual do preço de venda com que cada produto contribui para a absorção das despesas fixas, depois de deduzidos todos os custos e despesas variáveis.
            Ponto de equilíbrio: representa o momento em que o faturamento da empresa cobre todos os custos e despesas fixas e variáveis, mas não gerou nenhum lucro.
            Estes são apenas alguns aspectos que devem ser analisados ao estabelecer-se uma Política de Preços para uma empresa industrial.
            Analise e melhore seus controles, elimine desperdícios, calcule seu preço e bons lucros.
Sivaldo Dal-Ry
Consultor Empresarial
43 9109-5345
Londrina - PR

sábado, 24 de novembro de 2012

CONTROLAR ESTOQUES, UMA NECESSIDADE


Um dilema constante em relação aos estoques de qualquer empresa é o contraste entre o desejo da área de vendas e da produção que preferem estoques mais elevados para atender os clientes nas vendas e margem de segurança na produção e o financeiro, que para reduzir a necessidade de capital, prefere estoques reduzidos para não comprometer o fluxo de caixa ou a dependência de capital de terceiros – nas compras a prazo. A solução para esse dilema é a realização de planejamento considerando a sazonalidade nas vendas e um apurado controle de estoques. 
            O Controle de Estoque é o procedimento adotado para registrar, fiscalizar e gerir a entrada e saída de mercadorias e produtos na empresa seja ela uma indústria, comércio ou prestadora de serviços. Deve ser elaborado para matéria prima, material de consumo, mercadorias produzidas e vendidas.
O objetivo do controle de estoque é também financeiro, pois a manutenção de estoques é cara e seu gerenciamento deve permitir que o capital investido seja o menor valor possível. Ao mesmo tempo, não é possível para uma empresa trabalhar sem estoque.
            Portanto, um bom controle passa primeiramente pelo planejamento. Quais produtos, material de consumo ou matérias-primas oferecem vantagens ao serem estocadas? Para saber a resposta é preciso levar em consideração uma série de fatores: prazo de entrega pelo fornecedor, limitação de quantidades, perecibilidade, giro,  sazonalidade, entre outros. Para ter essas informações é indispensável conhecer-se o histórico da empresa e efetuar a análise que irá determinar o que e quanto deverá permanecer em estoque, a periodicidade da reposição e o grau de prioridade de cada item. Também permitirá avaliar as necessidades físicas para a estocagem dos produtos.
Um modelo básico de controle de estoque deve considerar:
- Data de entrada, tipo, quantidade, custo unitário e custo total de cada mercadoria adquirida.
            - Data de saída, tipo, quantidade, custo unitário e custo total de cada mercadoria vendida.
- Custo unitário ajustado pela média ponderada.
- Saldo físico e financeiro entre mercadorias adquiridas e vendidas
            Esse modelo, também chamado de ficha de controle de estoque, é o instrumento utilizado para acompanhar a movimentação de entrada e saída do estoque. Matérias-primas, materiais de consumo e mercadorias devem ser controladas, com registros detalhados sobre cada item.  Ao discriminar o tipo, por exemplo, é importante registrar o máximo possível de dados sobre cada item. Outro registro importante na ficha de controle de estoque é a “localização” do produto dentro do estoque.
            Existem hoje diversos programas e softwares de controle de estoque disponíveis no mercado. A escolha do programa mais adequado irá depender do seu tipo de negócio, tamanho de sua empresa, necessidades específicas e o grau de informatização do ambiente de sua empresa. Existem softwares adequados para todo tipo de operação – desde controles de estoque simples, instalados num computador no escritório da empresa, passando por sistemas básicos de controle de estoque através da venda no caixa, muito utilizado por pequenos comércios, até sistemas complexos e com alto grau de controle para grandes empresas comerciais e industriais.
            Bons softwares de gerenciamento da empresa contém módulos de controle de estoque que permitem esse acompanhamento, caso sua empresa não possua um programa de gerenciamento existem programas podem ser encontrados na web sendo que alguns não exigem registro, taxas e nem mesmo possuem um prazo de uso.   Claro que, esses programas totalmente gratuitos, oferecem recursos limitados, o que não quer dizer que não tenham qualidades. Podem ser úteis para pequenas empresas ou para quem quer experimentar um software antes de adotá-lo.
            Como parte fundamental da administração inteligente de uma empresa, o controle de estoque deve ser efetuado de acordo com os melhores princípios da boa gestão.
            Mãos à obra e bons negócios!

            Sivaldo Dal-Ry
Economista – Consultor de Empresas
43 9109-5345

Londrina – PR

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A DIFÍCIL ARTE DE ADMINISTRAR AS FINANÇAS


            Administrar as finanças da empresa engloba uma grande quantidade de ações que, por serem complexas, nem sempre são adequadamente atendidas. Todas, sem discriminação, merecem muita atenção e exigem conhecimento de Informática, Matemática Financeira, Contabilidade, Administração, Economia, Relações Humanas, etc. O Gestor deve ter uma visão geral da empresa para que possa enxergar todos os setores, a interação entre eles, criar e acompanhar controles internos eficientes e eficazes para se antecipar aos futuros problemas. Deve evitar agir como um bombeiro, ou seja, resolvendo os problemas depois deles surgirem, deve, e sim, monitorar os controles, antecipando-se aos problemas para que os mesmos não surjam ou, quando surgirem, não se tornem tão complexos a ponto de não resolvê-los num curto espaço de tempo. As atividades mais importantes neste aspecto são Gestão de Tributos, a Formação do Preço de Venda, a Auditoria, o Controle das Contas a Pagar, o Controle das Contas a Receber, o Controle das Aplicações Financeiras – Investimentos, Estoques e Equipamentos, o Controle dos Saldos Bancários, a Administração do Fluxo de Caixa, a Análise e Acompanhamento das Demonstrações Financeiras, e tantas outras atividades não menos importantes do que as citadas.
O conhecimento sobre as legislações dos tributos que incidem sobre as operações da empresa é de fundamental importância e faz com que a GESTÃO DE TRIBUTOS seja uma constante preocupação do Gestor. É indispensável uma análise sobre qual a melhor forma de tributação para a empresa Lucro Real, Lucro Presumido ou ainda a opção pelo SIMPLES. Para as pequenas e médias empresas o bom relacionamento com seu contador é fator primordial neste aspecto.
Outro ponto é o cuidado para a FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA dos produtos ou serviços. Saber precificar corretamente é transferir o custo efetivo do produto ou serviço, a carga tributária e as outras despesas variáveis, como comissões, frete entrega, etc., de forma que a margem de contribuição seja suficiente para cobrir os custos da estrutura da empresa e ainda gerar lucro. A política de descontos e promoções, também deve passar pela avaliação do Financeiro para que se saiba até quanto a empresa poderá chegar.
A realização de AUDITORIAS nos diversos setores que estão sob sua supervisão é indispensável para verificar se os setores estão observando as normas operacionais da empresa. Essas auditorias verificaram se os controles internos estão atualizados e adequadamente efetuados. É preciso determinar metas percentuais a serem atingidas pelos setores, tais como percentagens máximas de perdas nos estoques com programação de redução, limites de perdas com devedores duvidosos, prazos máximos nos atrasos das contas a receber, auditoria periódica na tesouraria, etc.
O setor de CONTAS A PAGAR merece total atenção, pois se trata de uma programação de pagamentos, os quais foram negociados com fornecedores, bancos e outros credores, e que devem ser honrados. Caso falte com o compromisso, a credibilidade da empresa ficará em comprometida. Outro detalhe muito importante é acompanhar o ciclo operacional da empresa, através do prazo médio de pagamentos a fornecedores e o prazo médio de recebimento que é concedido aos clientes nas vendas a prazo mais o giro do estoque.
O setor de CONTAS A RECEBER exige uma atenção especial porque as finanças da empresa são oxigenadas pelas vendas e estas se traduzem em vendas à vista e a prazo. Vivemos num mercado que busca cada vez mais competitividade. De um lado os concorrentes e de outro os clientes.  Na briga pelos clientes os concorrentes fazem de tudo para conquistá-los e a empresa deve estar preparada para entrar nesta briga com promoções, descontos, concessão de crédito, prazos elásticos, juros menores, brindes etc. Uma política bem administrada de expansão de crédito poderá alavancar o saldo das contas a receber, porém, quando realizada de forma amadora, afrouxando-se as rédeas da concessão nos créditos, poderá causar muito estrago nas finanças da empresa ocasionando, inclusive, a falência.
O controle das APLICAÇÕES FINANCEIRAS é outro item que deve ser muito bem administrado pelo Financeiro, objetivando auferir as melhores taxas do mercado em instituições financeiras saudáveis e sólidas. É preciso analisar também se, estas aplicações, caso colocadas internamente na empresa em estoques, equipamentos ou financiamento de clientes não trará melhores resultados que os obtidos nas instituições financeiras. É importante que a empresa tenha reservas, mas estas não podem comprometer o seu funcionamento normal.
O acompanhamento e atualização dos SALDOS BANCÁRIOS deverão ser diários através da conciliação bancária, onde serão cruzados os valores do registro financeiro com os valores do extrato bancário. Dessa forma o saldo estará sempre atualizado e o Financeiro saberá quais recursos poderá utilizar.
 A correta ADMINISTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA proporcionará um controle altamente eficiente para se administrar entradas e saídas de recursos. Este controle mostrará quando a empresa ficará com o saldo negativo e com isso, o Gestor poderá se antecipar e tomar as medidas cabíveis para que, naquela data, o saldo esteja positivo. Dentre as medidas pode-se destacar a venda de um imobilizado, injeção de capital próprio, prorrogação do prazo de pagamento de fornecedores, promoções que visem arrecadação de recursos ou empréstimos bancários. O fluxo de caixa deve ser projetado por dia ou para um, dois, três ou seis meses, dependendo da especificidade da movimentação da empresa. Quando projetado para um ano, chamamos de orçamento de caixa.
A ANÁLISE E ACOMPANHAMENTO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS é uma tarefa fundamental do Gestor. Através desta análise que é feita em cima de índices de solvência, endividamento, rentabilidade e lucratividade, este profissional interpreta os resultados obtidos pela empresa e orienta as tomadas de decisões. Estas demonstrações indicam onde foi que esteve mal ou bem, onde deve melhorar, se o esforço que a empresa fez operacionalmente teve o retorno esperado, etc. Sem dúvida a análise das Demonstrações Financeiras dará uma visão ampla da saúde financeira do empreendimento podendo, inclusive, os resultados obtidos serem comparados aos resultados de mercado, servindo de parâmetro para as decisões futuras.
Em resumo, os desafios que o Gestor enfrenta no dia-dia para são muitos e requerem uma dedicação e disciplina profissional e uma visão geral da empresa, de maneira a enxergá-la no todo em cada momento.
Enfim, administrar as finanças de uma empresa é um tremendo desafio!
Prepare-se e boa gestão

Sivaldo Dal-Ry
Consultor Empresarial
4 3 9109-5345
Londrina -PR