terça-feira, 13 de agosto de 2013

O que é capital de giro e como calculá-lo?

Quando uma empresa inicia as suas atividades, recebe dois tipos de investimentos. Uma parte é para investimento fixo - aquisição das máquinas, móveis, prédio, ferramentas – que constituirá seu ativo imobilizado. A outra parte vai compor uma reserva de recursos para ser utilizada conforme as necessidades financeiras da empresa ao longo do tempo. É o chamado capital de giro. Esses recursos são aplicados em  estoques, no financiamento das vendas a prazo -  contas a receber-  e também  no caixa ou na conta bancária.
            O estoque de uma empresa é formado e mantido em função das necessidades em atender o mercado consumidor, portanto, este está sempre sofrendo mudanças de investimentos, seja em itens ou em quantidades.             Quanto maior a necessidade de investimento nos estoques, mais recursos financeiros a empresa deverá ter.
            As contas a receber são resultados das vendas realizadas a prazo. Portanto, quanto mais prazo você oferece ao seu cliente ou quanto maior for a proporção das vendas a prazo no seu faturamento, mais recursos financeiros a empresa deverá ter.
É nas contas correntes bancárias e no caixa que fica concentrada a parcela dos recursos financeiros disponíveis da empresa, ou seja, aquela que a empresa pode utilizar a qualquer tempo para honrar os seus compromissos.
            Dependendo do saldo inicial, das entradas e saídas, pode acontecer uma falta ou uma sobra desses recursos em um momento específico, dia ou semana. Desta maneira, as compras, o aumento no prazo das vendas e valores e formas de investimento não podem ser tomadas sem nenhum critério. Antes de uma decisão dessas ser tomada, é indispensável fazer uma análise e uma avaliação sobre a disposição dos recursos financeiros da empresa para isso. Se esse recurso não existe, a empresa acabará tendo de utilizar recursos emprestados de bancos, de fornecedores ou de outras fontes, o que irá gerar uma necessidade de pagamentos de encargos, diminuindo a margem de lucro do negócio.
            Portanto, administrar o capital de giro da empresa significa avaliar o momento atual, as faltas e as sobras de recursos financeiros e os reflexos gerados por decisões tomadas em relação a compras, vendas, investimentos e à administração do caixa.
           
Sivaldo Dal-Ry
Consultor Empresarial
43 9109-5345 / 9805-2817

Londrina - Pr

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Alguns erros recorrentes na gestão das empresas?

A gestão financeira de muitas empresas é comprometida pela recorrência de erros, entre os quais estão:
- Desconhecer as informações corretas sobre saldo do caixa, valor dos estoques das mercadorias, valor das contas a receber, valor das contas a pagar, volume das despesas fixas ou financeiras, etc. Isso ocorre porque não fazem o registro adequado das transações realizadas.
- Desconhecer o resultado de suas atividades operacionais, porque não elaborar o demonstrativo de resultados.
- Calcular o preço de venda de seus produtos apenas comparando com a concorrência porque não conhecem os seus custos e despesas.
- Desconhecer o volume e a origem dos recebimentos, e o volume e o destino dos pagamentos, por não elaborar o fluxo de caixa.
- Não conhecer o valor patrimonial da empresa, por não controlar a evolução de seu patrimônio.
- Não estabelecer um valor para a remuneração dos sócios compatível com os resultados da empresa.
- Não apropriar corretamente o custo das mercadorias vendidas, por não fazer um registro adequado dos produtos.
- Não identificar corretamente o valor das despesas administrativas da empresa e ainda incluir as despesas pessoais dos sócios como se fossem da empresa.
- Deixar de administrar o capital de giro da empresa por desconhecer o ciclo financeiro de suas operações.
- Deixar de fazer análise e planejamento financeiro da empresa por não ter um sistema de informações gerenciais, ou pior, ter o sistema, mas não utilizá-lo adequadamente.
            Reveja esses pontos em sua empresa e procure corrigi-los melhorando sua gestão financeira e melhorando seus lucros.
Sivaldo Dal-Ry
Consultor Empresarial
dalryassessoria.blogspot.com
43 9109-5345 / 9805-2817
Londrina - Pr


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Sua empresa precisa realmente de um financiamento?

Dificuldades financeiras são comuns em quase todas as empresas, diante disso é importante avaliar a necessidade real do empréstimo, assim como medir os seus impactos. Análises minuciosas e muita reflexão devem antecipar a decisão de se tomar crédito junto aos agentes financeiros. O empresário deve perceber se seus problemas não são de gestão. A decisão de obter recursos de terceiros deve ser sempre realizada de forma consciente, precedida de análise sobre sua real conveniência e os impactos que trarão ao empreendimento.
            Antes de se obter um financiamento é imprescindível conhecer as causas que levam a empresa a buscar os recursos e as reais necessidades do negócio. O gestor deve ter claro que o empréstimo não é, necessariamente, a solução para os seus problemas financeiros. Desta forma é importante dimensionar corretamente a quantia a ser solicitada, sua correta utilização e, sobretudo, se há realmente a necessidade de se obter um empréstimo naquele momento.
Ao solicitar recursos de forma planejada num determinado agente financeiro, o gestor pode perceber que talvez não demande a quantidade inicialmente pleiteada (ou próprio financiamento), se conseguirá arcar com as prestações e com as demais exigências bancárias.
            Muitas vezes, os problemas de natureza financeira, entre outros, são decorrentes de: 
a)      Equívocos nas decisões empresariais de investimento sem o devido planejamento;
b)      Escassez de registros gerenciais e de informações que acarretam em descontroles financeiros;
c)      Excessiva remuneração dos dirigentes;
d)     Falhas no gerenciamento do fluxo de caixa: descasamento de prazos de recebimentos e pagamentos, custos totais mais elevados que as receitas;
e)      Excesso e inadequação de estoques.
Estes fatores, entre outros, acabam impactando diretamente na necessidade do capital de giro do negócio.
            Portanto, quando pensar em financiamento deve-se verificar a origem da necessidade de recursos e, implantar ações que evitem recorrência desses fatos.
Sivaldo Dal-Ry
Consultor Empresarial em Finanças e Custos

Londrina - PR

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Margem de Contribuição

Muitos empresários a conhecem apenas de nome, mas não sabem exatamente o que é, como calcular e para que serve.
A Margem de Contribuição é um número mágico. Com ele podemos conhecer quais são os produtos que nos são mais rentáveis, em quais produtos que devemos concentrar nossas estratégias mercadológicas eliminando os que nos dão baixo retorno e, o mais importante, nos permite descobrir qual é o nosso Ponto de Equilíbrio.
Mas como obter então a Margem de Contribuição? De onde ela surge?
O que a compõe?
Ela é resultante da dedução dos custos variáveis das receitas operacionais obtidas pela empresa. Caso a empresa apenas deseje obter a sua Margem de Contribuição que lhe permita apurar qual seria o seu Ponto de Equilíbrio, basta apenas deduzir todos os custos variáveis mensais e as despesas variáveis de sua Receita de Vendas apuradas no período, obtendo-se assim o seu valor monetário ou em percentual.
Para obter-se o Ponto de Equilíbrio basta apenas dividir o total dos Custos Fixos da empresa pelo percentual da Margem de Contribuição, em sua forma decimal, obtendo-se assim o tão procurado valor que cubra tão somente os custos fixos da empresa, ou seja, o valor mínimo a ser faturado para que a empresa cubra seus custos não gerando lucro algum ao empresário.
Entretanto, para poder-se obter a Margem de Contribuição, a empresa deverá possuir todos os seus custos devidamente apurados de forma correta e segura, pois deles dependem a confiabilidade do valor encontrado.
Para obter-se a Margem de Contribuição Unitária de cada produto vendido pela empresa, esta deverá apurar todos os custos variáveis relativos a cada um, com absoluta confiabilidade para que possa apurar assim sua margem, permitindo sua comparação com os demais produtos, selecionando aqueles que lhe ofereçam maior rentabilidade e excluindo os de menor retorno.
Toda empresa precisa, de forma sempre presente e constante, conhecer de forma correta e confiável qual é o seu Ponto de Equilíbrio.
Se preferir numa fórmula, isso tudo fica assim:
Margem de Contribuição = Valor das Vendas - (custos variáveis + despesas variáveis)
Este, por sua vez, é diretamente dependente da Margem de Contribuição. Para obtê-la é necessário um perfeito controle dos custos e despesas da empresa que somente são obtidos através dos Controles Financeiros. Neste aspecto ressaltamos que muitos gestores preocupam-se em ter dados, mas, não os tabulam de forma a obter informações indispensáveis para conhecer a realidade da empresa.
Sem eles fatalmente o empresário terá sérias dificuldades em conhecer perfeitamente seu negócio. Ao empresário cabe a responsabilidade de implantá-los e controlá-los de forma sistemática e constante.
Sivaldo Dal-Ry
Consultor Empresarial em Finanças e Custos

Londrina - PR

quinta-feira, 2 de maio de 2013

PREOCUPADO COM A CRISE? REORGANIZE SUAS FINANÇAS!


            Com todas as notícias presente nos jornais brasileiros e de todo o mundo é natural que cada um de nós se pergunte: Como me preparar para enfrentar possíveis dificuldades?
            Uma maneira bem simples é reorganizar as finanças familiares e pessoais.  Recomendo dividir os gastos estabelecendo prioridades:
            1 - Essenciais - O primeiro grupo é o mais importante, pois contempla Alimentação e Remédios. Nesse ponto, deve-se relacionar os gastos essenciais com remédios de uso contínuo e alimentação. Porém é preciso retirar tudo o que é supérfluo. Não vale considerar chocolate belga ou patê importado como gastos essenciais. É o arroz e feijão, a fruta e o leite.
            2 - Básicos - vem em seguida, inclui os gastos com a manutenção da casa: conta de luz, de água, IPTU, escola, plano de saúde. Aqui também é preciso estar atento aos desperdícios que em tempos normais não prestamos muita atenção. Luzes acesas, aparelhos ligados, torneiras abertas, etc.
            3 - Contornáveis - é tudo aquilo que faz a vida melhor, mas que pode ser cortado. Alguns exemplos: TV a cabo, banda larga, academia ou até mesmo carro. É importante verificar que esse item varia muito. Ter assinatura de banda larga é essencial para quem trabalha em casa, por exemplo, mas se o objetivo da internet rápida é apenas atualizar o bate-papo em sites de relacionamentos, a facilidade é perfeitamente dispensável, certo? O carro também é outro item polêmico. Para uma pessoa com dificuldades de locomoção ele poderia ser classificado de básico. Pode também ser muito necessário para quem irá utilizá-lo para aumentar a renda. Mas se ele for apenas um item de comodidade, é necessário comparar os gastos com o que o veículo proporciona em termos de rendimento.
            4- Desnecessários - muitas vezes a pessoa tem despesas que nem entende por que está pagando. Algumas pessoas, por exemplo, pagam por serviços como transferência de chamada na linha telefônica e nunca usam. Contratam porque pensam que é barato, mas, ao longo dos meses, a soma daquela despesa poderia cobrir a compra de pães para o café da manhã todos os dias. Outro exemplo de despesa não só inútil como um complicador de gastos, é ter cinco cartões de crédito: um basta. Assinatura de revista de fofoca é desnecessário, bem como ser sócio em dois ou três clubes que, na maioria das vezes, nem se frequenta.
            Fazer esta avaliação dá trabalho, porque implica uma grande dose de autoconhecimento, porém tenha certeza que vale a pena.
            Investimento - não se pode esquecer de investir o dinheiro que possivelmente sobre ou que seja economizado dos itens contornáveis e desnecessários. Investimentos em poupança e fundos DI podem formar uma boa reserva para o futuro e fazer com que as próximas crises não assustem tanto.
            Pense nisso.
Sivaldo Dal-Ry 
Consultor Empresarial em Finanças, Custos e Educação Financeira
dalryconsultor@gmaill.com
Londrina – PR

quarta-feira, 24 de abril de 2013

FORMAÇÃO DE PREÇOS, PONTOS A CONSIDERAR


Para que o preço obtenha resultados satisfatórios no curto, médio e longo prazo, alguns pontos devem ser observados. É importante lembrar que a definição do preço de venda tem efeitos para a empresa não apenas no curto prazo. No longo prazo, ele trará consequências de alguma forma.
Os pontos a observar na formação de preços são os seguintes:
Rateio dos custos comuns entre produtos e serviços: Esta é uma tarefa mais difícil de executar porque qualquer critério de rateio escolhido implica algum grau de subjetividade e, consequentemente, desvios. 
Variação no volume de produção: Diversos custos são conhecidos pelo seu valor total e depois divididos pelo volume de produção ou operação para se chegar ao custo unitário, essa variação implica em incertezas no decorrer do período analisado, ou seja, somente após conhecer-se o real volume produzido pode-se chegar ao custo unitário. 
Impostos:  Empresas incluídas no Super Simples, a alíquota de tributação em cada mês depende do faturamento nos doze meses anteriores. Assim, para estimar adequadamente a alíquota média de tributação ao longo de um ano, é necessário trabalhar com um período de vendas de vinte e quatro meses, sendo doze realizados e doze projetados. O resultado a ser estimado dependerá, entre outros fatores, do próprio preço que está sendo calculado, o que gera alguma circularidade no cálculo do preço. Empresas enquadradas no Lucro Real tem o Imposto de Renda e Contribuição Social que incidem sobre o resultado da empresa. Estes exemplos indicam que a formação de preço não é processo de cálculo exato, mas sim estimado. Ainda devemos considerar modificações legais no decorrer do período, como desoneração de Folha de Pagamento, Substituição Tributária, e outras modificações tão comuns em nosso país.
Custos variáveis não padronizados: Nas empresas fabris de produção em série, normalmente, os custos variáveis são bem padronizados. Por exemplo, na fabricação de um modelo de mesa, o custo da madeira usada pode ser calculado de forma bastante precisa. Nas empresas que trabalham com projetos individualizados essa padronização é bastante complexa e exige um acompanhamento de custo variável bem detalhado. Temos ainda o caso de empresas que aceitam vários tipos de cartões de débito, crédito, boletos, cada um deles com custos e taxas diferentes. Por isso, para definir o percentual de custo desse tipo de venda em relação ao total, é necessário que se estime a parcela de venda recebida para cada modalidade. Será preciso usar a série histórica de dados e ajustá-la a eventuais tendências futuras para poder projetar o percentual médio desse tipo de custo variável em relação às vendas e, consequentemente, seu peso na formação do preço.
Custos de oportunidade: Os denominados “custos não caixa” precisam ser incluídos e, além disso, serem computados corretamente. Depreciação de equipamentos, Custo financeiro dos Estoques, remuneração dos dirigentes, Não podemos deixar de considerar também o custo oportunidade mais significativo que é o custo do capital investido. 
O processo de formação de preços não pode transformar a empresa numa repassadora de custos. Deve, antes de tudo, ser objeto de análise que eventualmente poderá mostrar que a empresa não tem competitividade para oferecer aquele produto ou serviço e oriente os gestores a rever a validade de mantê-lo dentro do mix de produtos/serviços da empresa.
            Naturalmente estes não são todos os pontos a considerar no processo de formação de preços da empresa, mas, todos eles são de grande importância e devem ser analisados constantemente.
            Reveja seu processo, analise as margens de contribuição de seus produtos/serviços, ajuste o foco de sua empresa e bons lucros.
Sivaldo Dal-Ry
Consultor Empresarial em Custos e Finanças
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

COMO EVITAR QUE SUA EMPRESA “QUEBRE”!


Uma empresa “quebra” quando já não consegue mais pagar as contas e entrou na fase de selecionar fornecedores para ver quem vai receber primeiro. A realidade é que se você não sabe o dia em que sua empresa não vai conseguir irremediavelmente honrar os compromissos é porque está faltando alguma coisa.
É verdade que nada dura para sempre e assim como todos nós teremos um fim, a empresa, assim como todo o nosso planeta e até o universo chegará ao fim um dia. A vantagem das empresas é que, quando organizadas,  tem cada etapa de seus processos registrada e isso possibilita enxergar o futuro próximo do empreendimento.
Descobrindo o dia “D”
O que você faria se soubesse até que dia sua empresa existirá? O que você faria ? É claro que de posse dessa informação tomaria imediatamente medidas corretivas a fim de mudar a causalidade e ganhar tempo.Acontece que você, sendo um bom gestor, tem as informações da sua empresa e, se pensar nela como um organismo vivo, pode prolongar sua vida ou acumular recursos para modificar suas metas e processos se mudanças globais inviabilizarem o negócio como é hoje.
Caso você não tenha percebido é o fluxo de caixa a ferramenta capaz de mostrar o dia “D”, - definitivo - de sua empresa. Lá no fluxo de caixa você deve ter cadastrado todos os seus custos e suas receitas. Projete o fluxo de caixa para um tempo futuro onde você não tenha mais receitas. E aí descubra quanto tempo duraria seu capital de giro se as receitas desaparecerem. Esse é o tempo de vida do seu negócio e com a elaboração de um fluxo de caixa projetado você sabe quando consumirá o último recurso.
Identifiquei o dia...  e agora?
Com essa importante informação sua meta será prolongar o tempo de vida da empresa. Você deve fazer isso criando novas fontes de receitas, seja através de promoções, datas comemorativas, investimentos, criação de novos produtos e serviços, pensando à frente dos concorrentes e buscando sempre uma nova idéia para vender mais…
Agora, se você já está devendo para todo mundo e ainda nem pensou em como fazer para mudar a situação, já esgotou todas as suas idéias de marketing e utilizou todos os seus limites de crédito, você corre o risco de perder tempo tentando salvar uma empresa que já ultrapassou o seu dia “D” e deveria ter sido liquidada ou vendida.
Portanto controle suas receitas atuais e futuras, suas despesas e investimentos, elabore o Fluxo de Caixa e boa gestão.

Sivaldo Dal-Ry
Consultor Empresarial em Custos e Finanças
43 9109-5345 / 9805-2817
Londrina PR